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Os termogénicos funcionam para perder peso?

No desespero para perder aquelas banhocas que não ficam bem no fato de banho muitos recorrem aos termogénicos, suplementos que alegadamente estimulam o metabolismo e favorecem a perda de massa gorda. Quase todas as marcas têm o seu, quase sempre à base de cafeína, chá verde, capsaicina, sinefrina, tirosina, entre outros compostos. Claro que se queremos olhar para esta família de produtos de uma perspectiva objectiva, temos um problema à partida. A heterogeneidade de fórmulas e substâncias que encontramos no mercado. Mas olhando para os termogénicos de uma forma global, encontramos coerência num aumento da taxa metabólica em repouso e em esforço, mas cuja significância é no mínimo questionável. Falamos de um aumento entre 4 a 11% até 180 min após a administração, o que se traduz num gasto excedentário de 20-40 kcal/dia com duas tomas, para uma RMR de 1800 kcal/dia. Dificilmente conseguimos classificar este aumento como relevante.


Estudos a médio prazo (6 semanas) não mostram um efeito notório na perda de peso. Nem um aumento da lipólise ou oxidação lipídica, mas sim um aumento do RQ que mostra uma maior mobilização de hidratos de carbono para energia. Pera... Mas não devia ser o inverso? Pois... Apesar de não existir relação entre a lipólise, oxidação relativa de ácidos gordos, e o emagrecimento. Indicadores que nada nos dizem sobre o balanço energético global.


Entre os suplementos alimentares, os termogénicos são vencedores no número estimado de hospitalizações, cerca de 5000 anualmente nos EUA. Seja por crises de hipertensão, toxicidade, interações com medicamentos, entre outras. No entanto, convém salientar que os estudos controlados com estes produtos não parecem mostrar toxicidade aguda ou um impacto negativo para além do aumento da pressão arterial sistólica e ritmo cardíaco. Os efeitos positivos na performance não devem no entanto ser menosprezados, resultantes da dose elevada de cafeína e outros estimulantes. Mas para perda de peso, a evidência não atesta a favor dos termogénicos que não parecem compensar os potenciais riscos da sua utilização.

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