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A importância do treino resistido/força no emagrecimento

O treino resistido é muitas vezes menosprezado quando o objectivo é perder peso, em favorecimento do treino aeróbio/cardio. Nada poderia estar mais errado. Não só por se tratarem de estímulos igualmente eficazes na perda de gordura (Diabetes 2012, 61:2787), mas principalmente pela importância do estímulo contra carga em 3 pontos essenciais:


Preservar massa magra - o tecido metabolicamente mais activo em termos globais e principal condicionante modificável do dispêndio energético basal. Embora o impacto da perda seja pequeno, não deve ser menosprezado. Perder 2 Kg de massa magra reduz o metabolismo basal em menos de 30 kcal/dia. Mas recuperá-los pode sair-te caro como explico em seguida


Evitar rebound após dieta e plateau precoce - a recuperação do peso após perda vem muitas vezes acompanhada de uma deterioração da composição corporal em relação ao estado inicial. Isto porque se perde sempre um misto entre massa magra e gorda, com importância relativa variável de acordo com as estratégias nutricionais adoptadas e treino. O “fat overshooting” é um fenómeno bem caracterizado na fase de recuperação do peso. O corpo tende a recuperar o ponto de equilíbrio de massa magra com um drive positivo ao apetite, e negativo do dispêndio energético. Ora, o problema é que o ganho de massa gorda é mais rápido do que a recuperação de massa magra, e a tendência passa por uma redução no rácio músculo/gordura. Quanto menos massa magra for perdida, menor será o rebound. E aqui o treino resistido tem um papel duplo. Evitar a perda de músculo e acelerar o incremento no período de estabilização, que sabemos ser crítico na manutenção de resultados


Aumento do dispêndio energético - uma visão redutora do exercício é pensar que serve apenas para te pôr a funcionar mais. E nisso o “cardio” será favorável à partida. Mas a verdade é que serve principalmente para que funciones melhor. Um misto de estímulos aeróbios e resistidos parece ideal para a saúde cardiometabólica, em particular na partição de substratos energéticos. Utilização de hidratos de carbono em esforço e período pós-prandial, e de lípidos nos momentos de recuperação, repouso, e pós-absortivos. Favorece a alternância de substratos energéticos que caracteriza uma boa flexibilidade metabólica


O treino resistido deve fazer parte de qualquer protocolo que se destine ao emagrecimento, nas suas diversas formas. Na verdade, a combinação de treino aeróbio com estímulo resistido parece a abordagem mais eficaz na melhoria da composição corporal.

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