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É necessário engordar para reverter a amenorreia?

A amenorreia hipotalâmica funcional é a forma mais previamente de amenorreia secundária e está associada ao stress físico, emocional, e deficit energético crónico. Uma das interrogações que mais perturba a mente destas mulheres é: vou ter de engordar para recuperar a menstruação? Bom… A resposta é depende. A amenorreia hipotalâmica funcional nem sempre vem associada a um peso e massa gorda baixas. em particular quando as causas são psíquicas, embora seja de facto frequente essa relação. Não existe um valor de corte rígido para variáveis ponderais e composição corporal. Os 14% de MG como mínimo para manutenção da fisiologia feminina são totalmente arbitrários, embora sejam raros os casos que recuperam a menstruação abaixo desse valor. Mas algumas mulheres mantêm a menstruação sem pílula com percentuais inferiores a 14%.


Manter actividade física resistida durante o tratamento da amenorreia ajuda a minimizar os ganhos de MG à medida que o peso sobe gradualmente, também à custa de um aumento de massa magra. Um caso real como exemplo. Menstruação em 3 meses de tratamento, com um aumento de 4,2 kg no total, dos 44,1 para 48,3, e de 12,4% de MG para 14,1%. Deste aumento menos de 1/3 foi massa gorda. O treino resistido mantido 4 a 5 vezes por semana, em sessões curtas embora intensas, e sem cardio. Uma outra mulher, sobe dos 48,5 Kg para os 52,1, e o %MG de 14,6 para 18,9 em 5 meses até à primeira menstruação. Uma variação da composição em praticamente 50/50. Aqui com menos treino de força, 3 a 4 vezes por semana, e igualmente sem actividade aeróbia estruturada.


“Tenho de ganhar peso?” Sim. “Tenho de engordar?” É provável que sim, embora não tenha de se refletir numa pioria significativa da composição corporal. A cessação total de actividade física não é necessária, e por vezes até nefasta pelo stress psicológico que induz em mulheres compulsivamente activas. Mas o volume de treino e tipo de estímulo terão de ser ajustados à manutenção de uma maior disponibilidade energética para regeneração do eixo hipotálamo-pituitária-gónadas. Assim como um aumento do aporte energético que satisfaça as necessidades reais.

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